A Marginal do estuário do Douro entre o Jardim de Sobreiras - Cantareira e a Foz
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Depois de perceber os caminhos da água que bebemos, dedicamo-nos nesta edição a entender os caminhos que a água do Rio douro desenhou na marginal fluvial do Porto entre a Cantareira e a Foz. Ao longo deste trajeto muitas foras as intervenções humanas e muitas foram também as respostas furiosas d...
Depois de perceber os caminhos da água que bebemos, dedicamo-nos nesta edição a entender os caminhos que a água do Rio douro desenhou na marginal fluvial do Porto entre a Cantareira e a Foz. Ao longo deste trajeto muitas foras as intervenções humanas e muitas foram também as respostas furiosas do rio a essas intervenções. Alguns se recordarão das notícias de galgamento do Rio e do Mar no Inverno, que enchiam as casas e destruíam o que se cruzava no seu caminho. Muitas são as casas que deixaram essas marcas como registo, para nunca se esquecerem deste momentos e do respeito que guardam a estas forças do Rio e do Mar.
Agora, parece que a Natureza e o Homem fizeram as pazes, no Inverno quando o Rio enche e o Mar se enfurece os galgamentos são menos invasivos. Esse respeito mútuo foi desenhando a forma da marginal, reflexo do conhecimento cientifico de cada época pelas intervenções que se foram adaptando a cada situação.
O Prof. Fernando Veloso Gomes, investigador e professor catedrático em Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e um dos maiores conhecedores nesta área tão particular da Hidráulica, explica-nos nesta edição como o rio conformou a marginal como a conhecemos e porque o Homem se aqui instalou. Revela as várias transformações que se foram fazendo para tornar o rio navegável, visíveis e submersas que permitiram que hoje em dia, deste local se desfrute desta casamento feliz entre o Rio e o Mar.