Reabilitação da Casa Andresen
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A Casa Andresen, antigo Palacete do Campo Alegre, mandado construir no início do século XIX pelo industrial João Andresen, é um exemplo notável de inovação construtiva, especialmente a nível estrutural e no desempenho energético. A rigorosa composição paladiana da casa é visível na organização ...
A Casa Andresen, antigo Palacete do Campo Alegre, mandado construir no início do século XIX pelo industrial João Andresen, é um exemplo notável de inovação construtiva, especialmente a nível estrutural e no desempenho energético. A rigorosa composição paladiana da casa é visível na organização espacial e na geometria das fachadas, estruturadas em torno de um amplo hall principal que serve de coração para todos os compartimentos. Neste espaço, encontra-se a enorme baleia que a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen viu guardada na Faculdade de Ciências. A iluminação natural do hall é possibilitada por uma claraboia no telhado, acessível por uma galeria que lembra a vigia de um barco.
Antes da intervenção, uma inspeção aprofundada liderada pelo Engenheiro Aníbal Costa revelou soluções estruturais surpreendentes, que desafiaram cálculos tradicionais. Um teste de carga realizado com alunos do curso de Arquitetura confirmou o desempenho destas soluções. Além disso, o estudo higrotérmico efetuado pelo Engenheiro Vasco Freitas mostrou que as janelas e portadas originais, apesar de possuírem vidro simples, ainda são adequadas para os requisitos energéticos atuais, necessitando apenas de uma cortina exterior para controlar a troca de calor.
A restauração foi conduzida com grande respeito e atenção ao detalhe, recuperando os acabamentos originais dos rebocos e estuques. A nova escada, discreta e elegante, serpenteia no interior da casa, enquanto os espaços da cave foram adaptados para as novas funções, integrando-se harmoniosamente, como se sempre tivessem existido ali.