Reabilitação do Pavilhão dos Desportos
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O Pavilhão Rosa Mota é um ícone paradigmático da cidade do Porto, projetado pelo arquiteto José Carlos Loureiro em 1951, no início da sua carreira. A obra representa uma corajosa ruptura com o passado, substituindo o antigo Palácio de Cristal, réplica londrina demolida para dar lugar a esta estr...
O Pavilhão Rosa Mota é um ícone paradigmático da cidade do Porto, projetado pelo arquiteto José Carlos Loureiro em 1951, no início da sua carreira. A obra representa uma corajosa ruptura com o passado, substituindo o antigo Palácio de Cristal, réplica londrina demolida para dar lugar a esta estrutura moderna e inovadora. A forma geométrica simples da calota esférica que cobre o pavilhão, com cerca de 92 metros de diâmetro e 31,5 metros de altura, foi um manifesto do modernismo da época, refletindo o espírito de transformação cultural e social defendido pela Escola de Belas Artes.
A engenharia civil desempenhou um papel fundamental, liderada pelos engenheiros António Soares e Jorge Delgado, que conceberam a estrutura da cúpula com espessuras entre 5 a 8 cm e tecnologias pioneiras, como o uso do betão translúcido no polo da abóbada, que proporcionava iluminação natural combinada com a luz artificial, obra do engenheiro eletrotécnico Botelho de Sousa. Todo o processo foi fruto de uma estreita colaboração entre arquitetos e engenheiros, resultando numa das maiores cúpulas do Porto e numa referência incontornável da arquitetura e engenharia portuguesas.
Com mais de 60 anos de história, esta estrutura exige um cuidado contínuo, incluindo o reforço da fina espessura da calota e a recuperação do betão translúcido, garantindo a preservação deste ícone da modernidade e inovação.