Construção dos túneis do Metro do Porto, Faria Guimarães e Túnel J

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Passados quase 20 anos desde a construção dos primeiros troços da rede do Metro do Porto, as transformações urbanas provocadas são já evidentes não só na cidade do Porto, mas também nas cidades vizinhas. A Maia reabilitou todo o seu centro cívico, Vila Nova de Gaia estruturou a principal avenida...

Passados quase 20 anos desde a construção dos primeiros troços da rede do Metro do Porto, as transformações urbanas provocadas são já evidentes não só na cidade do Porto, mas também nas cidades vizinhas. A Maia reabilitou todo o seu centro cívico, Vila Nova de Gaia estruturou a principal avenida da cidade, a Av. da República, enquanto Matosinhos criou uma “via verde” ao longo da linha do metro, integrando-a no tecido urbano. Na cidade do Porto, devido à escassez de espaço para linhas exteriores, a rede atravessou o subsolo, criando novas centralidades nos pontos de saída que estariam até então esquecidos. Exemplos disso são o ressurgimento do Campo 24 de Agosto como praça e a revitalização da baixa através da estação do Bolhão, assim como o repensar do espaço na Av. dos Aliados com a construção da respectiva estação.

Este “polvo subterrâneo” constituiu um dos maiores desafios para a engenharia civil portuguesa no início do século, especialmente na componente geotécnica. Num contexto urbano denso, foram construídos túneis em múltiplas frentes num curto espaço de tempo, sem afetar o funcionamento da cidade. As tecnologias mais avançadas foram aplicadas nas novas escavações, enquanto os túneis antigos, anteriormente utilizados por comboios, foram reforçados com técnicas tradicionais de construção subterrânea.

Nesta edição, o Eng. António Topa Gomes, responsável pela construção do Metro na época, e o Eng. Jorge Quelhas, atualmente responsável pela manutenção, partilham o entendimento da complexidade deste projeto e os desafios enfrentados na execução e conservação da infraestrutura.