Valorização Patrimonial do Reservatório da Pasteleira
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Nesta 14.ª edição da Sebentas d’Obra exploramos a disciplinar área do abastecimento de água, uma infraestrutura fundamental para a saúde pública e o desenvolvimento urbano das grandes cidades. No Porto, o abastecimento de água remonta ao século XIV, mas foi no século XVII que a canalização para ...
Nesta 14.ª edição da Sebentas d’Obra exploramos a disciplinar área do abastecimento de água, uma infraestrutura fundamental para a saúde pública e o desenvolvimento urbano das grandes cidades. No Porto, o abastecimento de água remonta ao século XIV, mas foi no século XVII que a canalização para fontes públicas foi concluída. O transporte para distribuição domiciliária iniciou apenas no final do século XIX, acompanhada pela construção de reservatórios essenciais para o funcionamento do sistema, mesmo em períodos de cheia.
Entre 1885 e 1887, com uma rede superior a 70 km de tubagens, foram construídos os Reservatórios de Santo Isidro, dos Congregados e de São João da Foz (Pasteleira), este último abastecendo a zona ocidental da cidade. No final do século XX, já depois da modernização da rede, estes reservatórios foram desativados e permaneceram assim até recentemente.
Reconhecendo o valor patrimonial destes reservatórios, a Empresa Águas do Porto lançou um concurso de ideias para a valorização e abertura destes espaços ao público. O Atelier 15, liderado pelos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, desenvolveu a proposta vencedora, que começou pela intervenção no Reservatório da Pasteleira. Apoiada pelo Eng. António Alpuim, a equipa implementou uma operação quase cirúrgica, trazendo luz natural para esta gigantesca cisterna, rasgando o talude exterior e perfurando a cobertura com claraboias, acessíveis por escadas que se escondem discretamente no parque, revelando um património até então invisível para a cidade.